Fotografia Científica pt.2

No texto passado ( Fotografia Cientifica pt-1) mostrei um  histórico de como a fotografia desempenhou um papel importante para muitos dos avanços científicos. Um dos principais pontos do método cientifico baseia-se na observação de fenômenos/evidencias para posteriormente postularmos uma hipótese. Neste sentido, a fotografia se revelou uma importante ferramenta para registar as observações de fenômenos físicos, biológicos e comportamentais.

Um dos principais pontos do método cientifico baseia-se na observação de evidências para posteriormente postularmos uma hipótese. Neste sentido, a fotografia surge com uma importante ferramenta para observação e registro de fenômenos físicos, biológicos e comportamentais. A seguir, alguns formas de como essa fotografia se apresenta na ciência.

Fotomacrografia – Ela envolve o uso de lentes macro para fotografar objetos diminutos, ou ampliar detalhes de difícil observação a olho nu. Este tipo de fotografia exige lentes específicas e grande habilidade do fotógrafo para manipular a profundidade de campo e corrigir aberrações. Uma das características das fotografias macros é a nitidez e a riqueza de detalhes dos objetos, no entanto, é quase impossível obter isso em um objeto utilizando apenas uma imagem, pelas limitações técnicas. Uma das possibilidades é o empilhamento de várias imagens em diferentes posições do objeto (  Focus Stacking).  A figura 1a apresenta um inseto usando a técnica tradicional, enquanto que a figura 1b apresenta uma mosca usando o empilhamento de imagens.

Fotomicrografia – Semelhante à fotomacrografia, este tipo de fotografia captura imagens de objetos diminutos com ampliação, porém não utiliza lentes. Em vez disso, o corpo da câmera é conectado a um microscópio. A figura abaixo, apresenta uma série de fotos, como diferentes aproximações, para uma orquídea.

 

Fotografia Infravermelha – O espaço é repleto de radiação eletromagnética. Os olhos humanos podem ver uma pequena parte desta radiação como cores (do vermelho ao violeta). Além da cor vermelha, um conjunto de radiações que têm ondas eletromagnéticas longas é chamado de infravermelho. Os seres humanos não podem ver o infravermelho, mas podem detectar um pouco dele por causa do calor que produz. A obtenção de imagens deste calor refletido pelos objetos é chamada de fotografia infravermelha.

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Termografia –É semelhante à fotografia infravermelha, mas tem um escopo mais amplo. A termografia registra imagens de objetos em todas as temperaturas e ao invés de gravar imagens de calor refletido, registra o calor emitido pelos objetos.

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Fotografia Ultravioleta – Assim como há ondas eletromagnéticas longas, que os olhos não podem ver, existem também as ondas eletromagnéticas muito curtas (300-400nm), como as da radiação ultravioleta e raios-x, que os olhos também não podem ver sem ajuda. Para registrar este tipo de imagem são necessárias lentes de quartzo e filtros negros.

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Fotografia Schlieren – É o nome da técnica de visualização de escoamentos complexos (subsônicos, sônicos e supersônicos) utilizada em túneis de vento e tamques de fluidos (água, ar) especialmente desenhados. Isto produz imagens do fluxo de fluidos quando há uma perturbação ou ondas de choque. Alguns dos equipamentos utilizados são câmeras de varredura, gravadores de vídeo e lentes duplas para obtenção de imagens 3D

 

Fotografia Morfométrica – Morfometria é o estudo das formas e dimensões de objetos, estruturas, ambientes e seres vivos. A fotografia é utilizada como forma de registro e comparação de dados morfométricos. É utilizada, por exemplo, na biologia, para identificação e catalogação de espécies e na geologia e oceanografia para caracterização de ambientes naturais.

Fotografia Documental – Este tipo de fotografia científica não se baseia em uma técnica específica e sim na utilização de imagens reais como registro factual e histórico de aspectos relacionados ao ser humano. Este tipo de fotografia é frequentemente definida como aquela que se propõe a registrar a passagem do homem em sua época, mas ela vai além disso, ela é também um registro de como essa passagem do tempo afeta o próprio fotógrafo. Entre os grandes nomes, podemos destacar os trabalhos de Dorothea Lang, Cartier-Bresson e Sebatião Salgado( fotografia abaixo)

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Serra Pelada- Sebastião Salgado

 

Referencias e sugestão de leituras

BELZ C. E. 2011. “A Fotografia Científica”. Site Fotografia Científica. Disponível em http://www.fotocientifica.com/2011/08/fotografia-cientifica.html . Acesso em 13/05/2016.

P. Kaufmann et al. A bright impulsive solar burst detected at 30 THz .The Astrophysical Journal
Vol.: 768 Number 2

Photojojo! Schlieren Photography: How to Photograph the Invisible

Plants of the Gila Wilderness Presented in Association with theWestern New Mexico University Department of Natural Sciences : Rosulabryum laevifilum (Syed) Ochyra

Sebastião Salgado. Workers: An Archaeology of the Industrial Age.1996

Fonte das imagens

fotosmacro: http://migre.me/tSI15http://migre.me/tSIwk

fotos micro: http://migre.me/tTlTW

foto infravermelha: http://migre.me/tTlUw

termografia: http://migre.me/tTlWU

fotografia ultravioleta: http://migre.me/tTm0p

fotografia documental :http://migre.me/tTm2L

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Um comentário sobre “Fotografia Científica pt.2

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