Fotografia Científica pt-1

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Muita gente me conhece pelo lado da fotografia, durante algum tempo participei de diversos grupos de fotografia em sp entre saídas e organização de uns pequenos eventos do meio. Alguns até acreditavam que eu era até daquele meio, quando meu dia-a-dia de fato era na academia, no sentido de universidade não de musculação é claro. Sendo mais restrito e objetivo, no campo da física e geociências. As vezes até comentava em tom de brincadeira que um dia iria escrever um texto mostrando a relação entre a fotografia e a ciência e sua importância em algumas descobertas. No texto a seguir conto algumas dessas histórias.

Em 7 de janeiro de 1839, nas instalações de um artista e químico chamado Louins-Jacques-Mandé Daguerre, anunciou a academia francesa de ciências em Paris que havia a tecnologia de imagem fotográfica e que poderia ser usada em larga escala. A sua invenção, posteriormente denominado o daguerreótipo, baseou-se em uma propriedade especial de iodeto de prata. Em que uma placa de cobre prateada e polida, quando submetida a vapores de iodo, formava sobre si uma camada de iodeto de prata. Exposta à luz numa câmara escura essa placa quando era revelada com vapor de mercúrio aquecido, aderia às partes onde a luz incidia e mostrava as imagens, fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio (fixador fotográfico).

Daguerre inicialmente pensou que sua invenção seria adequada principalmente para uso pessoal em registros de viagens, instalações artísticas e registros arquitetônicos. No entanto estava cada vez mais sendo utilizada na observação científica ao longo do século XIX, principalmente devido à sua capacidade de captar a realidade natural  e preservá-la para análises posteriores. Os astrônomos foram os primeiros a abraçar esta técnica; as primeiras imagens do sol e de um eclipse solar foram capturadas da década de 1850 (figura 1). Até o final do século XIX, as imagens fotográficas tinham-se tornado uma ferramenta de núcleo do comércio cientifico e imagens fotográficas foram aparecendo com frequência em revistas científicas. Desde então, o papel da fotografia na ciência só tem crescido na academia.

Por que os cientistas abraçaram tão fortemente a técnica fotográfica? a observação cuidadosa dos fatos/provas é o coração da metodologia científica, assim, através da fotografia, o erro humano implícito em desenhos e gravuras ao ar livre era minimizado. Tão importante quanto isso, a fotografia pode reunir dados que não podem ser observados pelo olho humano. Por exemplo, Rosalind Franklin em 1952, usando a difração do raio-X para a determinação da estrutura da molécula do DNA¹. No outro extremo da escala espacial, câmeras telescópicas puderam registrar galáxias localizadas a quatro bilhões de anos-luz de distancia da Terra. Além destas características, a fotografia ainda pode registrar eventos que são normalmente muito rápidos. Em 1878, fotografias revolucionárias de Eadwear Muybridge de um cavalo em movimento resolveu uma disputa de longa data sobre se os quatro pés de um cavalo correndo estão sempre fora do chão ao mesmo tempo figura 2.

Mais recentemente, na década de 1950,  Harold Edgerton, utilizando um flash de luz estroboscópica, produziu belíssimas imagens  feitos por uma bala passando por uma maçã e o registro de uma gota de leite, detalhando a dinâmica dessas ações.

Essas imagens ilustram um padrão fundamental: os avanços tecnológico permitindo o avanço científico. Um exemplo recente dessa dinâmica envolve câmeras digitais. Desenvolvido no início de 1980, as câmeras computadorizadas que usam um chip eletrônico sensível à luz chamado de dispositivo de carga acoplada (CCD) permitiu comprimentos de onda de luz para ser convertido em cargas eletrônicas. Os cientistas logo perceberam que, porque eles podem capturar imagens em condições muito escuras, câmeras CCD poderia ser usado para gravar as formas e estruturas profundamente dentro de tecido biológico ou sob a lente do microscópio. Atualmente, há uma promessa vinculada ao desenvolvimento de sensores com grafeno, que promete causar uma revolução tão grande grande quanto a mudança de paradigma causadas quando as primeiras câmeras digitais apareceram.

Hoje os cientistas e engenheiros continuam a trabalhar em conjunto para desenvolver tecnologias de imagem científicas mais poderosas, como ressonância magnética funcional (fMRI), que funciona através da detecção das alterações na oxigenação sanguínea e fluxo que ocorrem em resposta a atividade neuronal, microscopia de força atômica ( AFM), que utiliza raios laser refletido para mapear as pequenas superfícies, intrincadas dos átomos de carbono ligados em nanomateriais.

Em termos gerais, a fotografia científica tem registrado deste assuntos do muito pequeno como o muito grande, de muito lento ao muito rápido além e diversos fenômenos naturais e sociais, mas estes são assuntos de uma próximo texto de um próximo dia.

Parte 2 aqui: Fotografia Científica pt.2

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Referencias e leituras

Nature Science Photography spotlights

BELZ C. E. 2011. “A Fotografia Científica”. Site Fotografia Científica. Disponível em http://www.fotocientifica.com/2011/08/fotografia-cientifica.html

ColarwebHistória da fotografia e técnicas fotográficas

National Geographic First solar photo

Edgerton Digital Colection 

Stanford Historical Photograph Collection

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2 comentários sobre “Fotografia Científica pt-1

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